Proteínas para alérgicos ao leite: existe uma saída tolerável para intolerantes à lactose.

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Geralmente, aqueles que querem ganhar massa muscular suplementam proteína através de Whey Protein. Mas como ele é obtido através do soro do leite, é inadequado para intolerantes à lactose. Porém, existem proteínas para alérgicos ao leite, ou seja, opções de suplementação proteica que não tem o leite como base.

Mas caso você não tenha intolerância à lactose e quiser saber um pouco mais sobre o Whey Protein, fizemos um Artigo Especial sobre ele:

Tipos de Whey Protein e suas características (Qual dos 3 você usa?).

Proteínas para alérgicos ao leite

Proteínas para alérgicos ao leite

Logo abaixo apresentamos 3 tipos de Proteínas para alérgicos ao leite:

1) PROTEÍNA DA CARNE

A proteína isolada da carne bovina possui 14x mais L-Glicina, e 4x mais L-Arginina que a proteína do soro do leite.

Ou seja, esses aminoácidos são precursores da Creatina, que é utilizada pelo organismo para fornecer energia durante os exercícios físicos intensos e de curta duração.

A L-arginina também possui a função de recuperação de tecidos. E, além disso, também contém os aminoácidos BCAA, que são fundamentais para ativar a produção de proteínas musculares.

Assim como no Whey Protein, é muito importante observar algumas características da proteína da carne para que a sua performance seja eficiente. E quando hidrolisada e em peptídeos (por exemplo), a sua digestibilidade, absorção e aproveitamento serão superiores.

Mas será que o seu sabor é de carne?

Quando essa proteína da carne é obtida utilizando a tecnologia a seu favor, o resultado seria uma proteína que poderá ser combinada com sabores doces (como chocolate ou banana), ou seja, não tem sabor de carne. E suplementos sem açúcar (e feitos com aromas e adoçantes naturais) podem ainda proporcionar mais benefícios.

Assim, caso você opte por esse tipo de proteína, será necessário também prestar atenção para a dieta do gado, evitando aqueles alimentados com hormônios, antibióticos ou pastagens geneticamente modificadas. E também deverão ser observadas as quantidades de gordura, colesterol e sódio.

2) PROTEÍNAS VEGETAIS

Há estimativas de que cerca de 5 milhões de brasileiros serão adeptos à dieta vegana.

Para eles, tanto o Whey Protein quanto a Proteína da Carne não serão opções válidas, pois essa escolha deverá recair sobre suplementos com proteína extraída de fontes vegetais. E algumas dessas fontes apresentam perfil de aminoácidos com grande similaridade e equivalência aos aminoácidos de origem animal.

Citaremos como exemplo a combinação de proteína isolada da ervilha amarela com a proteína da amêndoa. Além de suplementar proteína, proporciona uma melhora do perfil lipídico, auxiliando na função cardiovascular. E também tem atuação no controle glicêmico e auxílio na sensação de saciedade.

Esse suplemento pode ainda receber vitamina D3 exclusivamente vegana, porque pessoas adeptas a essa dieta normalmente possuem carência dessa vitamina.

E mais: os suplementos de proteína vegetal ainda podem oferecer vitaminas, minerais, enzimas e compostos bioativos de ação antioxidante, anti-inflamatória e antimicrobiana.

E, assim como nos demais suplementos proteicos, os de origem vegetal dispensam também o uso de açúcar, adoçantes artificiais e aromatizantes artificiais para ficarem deliciosos. E sabores como cacau, banana com canela e baunilha são bem populares.

3) ARROZ E SOJA

As proteínas do arroz e da soja também são opções aos veganos e vegetarianos. Porém, existem algumas ressalvas que deverão ser observadas.

No caso do arroz (diferente de outros cereais), o risco é de contaminação. Ele é cultivado em solos inundados, e seus grãos podem conter traços do metal pesado arsênio, que é mobilizado pelo excesso de água.

E quanto à soja, ela não seria a melhor opção por ser quase totalmente produzida a partir de grãos modificados geneticamente, além de permitir maior uso de herbicidas.

Conclusão

Mesmo sendo extraída através de carne bovina, de vegetais ou mesmo de leite, a suplementação proteica ainda é uma boa opção para praticantes de atividade física que querem maximizar o ganho de massa muscular.

E, além disso, também pode ser de grande ajuda para combater a sarcopenia (perda natural de massa muscular com o passar dos anos).

Assim, em todos os casos comentados acima, será preciso ficar atento quanto à qualidade dos ingredientes que compõem o suplemento de proteína escolhido. Pois itens como aromatizantes artificiais, açúcar e glúten não combinarão com um alimento que possui uma função tão importante.

Fonte: Beef e Vegan: opções de proteína para alérgicos ao leite e veganos. (Essential Nutrition)

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1) 🛒 Produtos Veganos

2) 🛒 Proteína da Carne Vermelha

Agora que você sabe sobre as Proteínas para alérgicos ao leite, escreva nos comentários abaixo se você costuma usá-los ou quais seriam outros produtos alternativos para você.


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